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Em jeito de desabafo #5



A Zara e as tristezas que me dá.

Todos os anos, no início da nova estação nos perdemos nos novos detalhes bonitos com que as marcas nos tentam. As wishlists são o espelho dos nossos desejos mais profundos, alguns vemos concretizados, outros ficam para sempre guardados na nossa memória visual como aquele objecto que por um motivo ou por outro foi inalcansável.

Em jeito de desabafo #4




Longe vai o tempo em que TAP era sinónimo dos mais dignos adjectivos para classificar uma companhia aérea. Como sabem, se há coisa que adoramos é viajar, quer seja em família, trabalho ou lazer, e fazê-mo-lo várias vezes por ano, muitas delas (infelizmente) com a TAP.
Nos últimos anos coleccionamos uma lista infindável de queixas e aborrecimentos com esta companhia. Dos recorrentes atrasos e consequentes perdas de voos, das greves e seus constrangimentos, das alterações súbitas de horários, até às situações de overbooking com consequências que um voucher de almoço certamente não paga.

A nossa companhia de bandeira, que de bandeira já só tem as cores e às vezes já bem desbotadas, tem vindo a piorar o seu serviço a cada ano que passa e vive de uma credibilidade que só as cabeças com melhor capacidade de memória lhe conseguem atribuir. Eu sinto-me um desses saudosistas, que sente sempre uma sensação de conforto quando lê TAP no seu bilhete, mas que acaba sempre por se desiludir ainda antes do embarque.  Hoje não foi excepção. 

Em jeito de desabafo #3

Somos bloggers, adoramos partilhar com todos as nossas idas a restaurantes, conhecer cada novo cantinho que a cidade nos dá, e só aqui ou ali nos ouviram falar mal de alguma coisa no blog. Porque achamos que aqui temos um lugar de respeito, um sítio onde queremos que todos gostem de visitar, um cantinho onde sabem que vão encontrar sugestões realmente genuínas e sinceras, de coisas boas, de experiências que recomendamos a todos. Mas acima de tudo somos mulheres.

Já visitámos o Tasco há algum tempo. Como sempre, fomos preparadas, com máquina em punho para captar cada momento, cada prato. A verdade é que nunca o viram por aqui. É verdade também que nem sempre conseguimos ser tão rápidas quanto desejaríamos a partilhar o que vivemos. Mas aqui a situação foi outra... Podia ter sido uma boa experiência... Mas não foi assim tão boa! Nada ficou na memória, um prato, um gosto diferente. O espaço não é incrível, o atendimento é simpático, nada mais que isso. E por isso mesmo não o partilhámos. Ficou guardado na gaveta, sem uma vontade de voltar. 

Mas hoje há um ponto que nos faz recuar até aquele jantar e entender que realmente nada ali bate certo, nas pessoas que estão por trás daquele restaurante, não bate certo nos pensamentos vãos que passam pela cabeça de quem lá está.
Preferimos não debater muito sobre o insulto proferido na página de facebook destes senhores... Talvez nos exaltássemos e este deixasse de ser um lugar de respeito. Nem sempre somos de ferro. A verdade é que é triste reflectir sobre o que vai na cabeça das pessoas para acharem que associar um pedaço de carne a uma mulher está tudo bem. Estão a ter o mediatismo que queriam, sem dúvida deve ter sido esse mesmo o propósito! Mas que mulher vai querer voltar a lá entrar? 

Em jeito de desabafo #2



A vergonha do Nut'Porto

Uma fila interminável de pessoas ávidas por saborear as mais variadas doçarias com nutella, esse creme de chocolate inigualável mas que existe em qualquer esquina, e que, só por curiosidade, neste estabelecimento nem existe em tantas doçarias assim, foi determinante para saber que era aquele o local da nova Nut'Porto.
Depois de uma longa espera na fila, cerca de 25 minutos, chegámos à tão esperada caixa para fazer o pedido! E este que foi o primeiro dia no Porto mas não no resto do país, não podia ter corrido da melhor forma! Para todos os que ansiavam pela sua vez, eis a surpresa: gofres esgotados, crepes com uma espera de 30 minutos. E não é isso que todos queremos quando desejamos um crepe de nutella? Esperar uma hora até conseguir sentir o seu cheiro?! 
Depois desta experiência a conclusão é só uma, na Nut'Porto o sabor da nutella é bem amargo. As alternativas a tal descalabro não passavam de bolas de Berlim que, não tivesse aberto hoje, dizíamos que estavam lá a descansar há uma semana, ou croissants que partilhavam a mesma cara de desconforto que as bolas. 
Mais triste ainda? Nem a Santini, uns metros mais acima, estava preparada para receber os clientes descontentes que tanto desejavam um simples crepe de chocolate. 
Para os senhores da Nut'Porto apenas alguns conselhos: pôr alguém a avisar a calamidade em que está o seu serviço mais cedo, e não só quando os clientes saem furiosos pelas suas portas não seria má ideia; pensarem antes de abrir que a inauguração de uma loja destas, hoje em dia, é uma romaria e mais vale prevenir o stock e, já agora, aprendam que atender pessoas de aventais todos sujos não é boa educação no Porto como em parte nenhuma do mundo. Ar displicente sem um pingo de simpatia também não.

m.*
L.<3



Nut'Porto Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Em jeito de desabafo #1

O Lennynho velho e acabado

Há concertos e concertos. E este não foi um desses, bons agradáveis, tolerável. Há nomes que se carregam a vida inteira, garantia de boa música, de um bom espetáculo. E outros que simplesmente o levam para o túmulo, bem lá no fundo, escondido debaixo de muita terra, num caixão barato e monótono.

Foi a terceira vez que vi Lenny Kravitz. E se não tinha gostado da segunda, esta não a superou. Foi um concerto fraco, entediaste, com minutos infindáveis de instrumentais parados no tempo, sempre iguais, sempre os mesmos. E nem uma vinda para junto do público o trouxe à superfície, Só ele vibrou, entusiasmado com uma multidão exausta de o ter ouvido tão pouco em tanto tempo de palco.

O Lenny acha que é o mesmo, que os anos não passam por ele, e o público deve achar o mesmo. Que ele é sempre garantia de qualidade, não é. Não é, mesmo! Dia esgotado para ouvir 7 ou 8 músicas e longos minutos de bateria. Valeram-lhe os poucos êxitos que tocou no fim, com esquecimentos de letras pelo meio e com a nova música New York deixada em casa, num sítio algures, bem longe do Cabedelo. Será que ele consegue distinguir a diferença de envolvimento do público nas músicas mais conhecidas e que num concerto de festival era isso mesmo que tinha que se limitar a fazer? Duvido. Acho que ele gostou. Nós não.

m.*
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